Tragédia no Rio de Janeiro

 O que podemos falar neste assunto?


Quando eu vi este caso muito me abateu, sou pai, tenho dois filhos.
Desde o primeiro momento estou orando por estas famílias, não só as que perderam seu filhos, mas também por àquelas que seus filhos presenciaram este absurdo.
Precisamos orar cada vez mais pelas nossas crianças.




Outro absurdo e eu conversava com minha esposa, pois o inferno anda tão desesperado que usa seu "servos", colocando o nome de Deus em seus maus intentos.
Eu já pedi perdão a Deus, pois o meu primeiro desejo para este homem(se assim posso chama-lo) é que ele tivesse não sido morto com um tiro apenas, mas que morresse aos poucos para poder sentir a dor deste ato.


Mas ai me lembrei que o inferno para onde ele foi é muito pior do que tudo o que eu possa desejar.




Oremos por estas famílias.

Junto a Cruz: Lugar de Cura


Você deve estar lendo agora e espero que com sua Bíblia aberta em João 19.25-27 e perguntando onde está o tema cura neste texto?
Note que primeiro o Senhor curou o coração de Maria.
Quando Ele dá um novo filho a Maria além do cuidado, Lhe é dado um novo filho, João.
Para nós humanos não há nada mais difícil que o sentimento de solidão, abandono, o Senhor faz com que o coração de Maria possa se encher de alegria novamente da do lhe conforto, curando sua dor.
Em Is 49.15-16 ( “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim.”) a promessa é exatamente essa, “- vocês nunca ficarão sozinhos, eu sempre vou estar perto de vocês”
Junto a Cruz também é lugar de cura de traumas, pois quando nos afastamos dela corremos o risco de perdermos o foco da vontade de Deus para nós.
Veja o que aconteceu com o irmão Pedro, momento que tirou o olhar de Cristo viu-se próximo a sua decadência, seu coração foi machucado por suas próprias palavras e atitudes. João 21.3  Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar.
Primeiro ele nega ao Senhor, depois ele foge e se esconde chorando, e por fim depois da ressurreição ainda por vergonha ou medo decide deixar tudo de lado e voltar a pescar.
Traumas são feridas em nossos corações, são chagas em nossa alma e espinho em nosso espírito.
Mas há um quadro muito interessante. É o quadro do médico de família, alguém que sai de seu consultório e vai a cãs de seus pacientes para tratar e curar a enfermidade usando mais do que medicamentos, dando carinho e atenção.
Quando Cristo se apresenta na praia, Pedro e os outros discípulos não o reconhecem, porque?
Veja uma pessoa doente, uma de suas primeiras deficiências é a concentração, Jesus não tinha mudado sua aparência, Pedro não estava com problema de visão, mas no coração.
Seu desanimo e abatimento, afetou sua visão e concentração. E não bastando isto, sua pecaria não foi a mais prospera, pois não tinham o que comer, não havia refeição para eles, não havia peixe no barco.
Que quadro de enfermidade terrível!!!! Traumas, falta de visão, desanimo, fracasso no seu trabalho.
Mas a Bíblia deixa claro que Jesus foi ao seu encontro (Jo 21.4), e após ajudá-lo com sua fome e com o fracasso de sua pescaria, chama Pedro para uma consulta particular.
E aplica seu medicamento, Seu poderoso amor, três doses que foram suficientes para não somente levantá-lo para ser o grande pregador do dia do Pentecostes.
E esta cura, este remédio o trouxe novamente aos Pés da Cruz e isto influenciou muito, mas muito mesmo a vida de Pedro, de tal forma que “a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles.” (Atos 5:15).
Isto não era magia ou misticismo, é que desde que Pedro voltou aos Pés da Cruz, por onde ele passava a Cruz estava com ele. Não era a sombra de Pedro que cura, mas a sombra da Cruz que era vista em Pedro.
Não importa qual seja a sua enfermidade, no corpo, na alma ou no espírito, chegue-se aos Pés da Cruz ela pode te curar.

Junto a Cruz: Lugar de Cuidado


            Jo 19.26-27 “Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa”
            Fp 4.19  “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.”

            Não sei se você é assim como eu, mas eu gosto muito de ver gravuras de Cristo na Cruz ( não que eu ame somente a Cruz, mas é que sem ela não haveria salvação) e assim a minha imaginação voa longe.
Já li tanto sobre o sofrimento, a dor e a angustia, que certos dias isto me perturba, pois isto é algo sobre humano.
Você já teve a experiência de enfiar um estrepe de madeira na mão ou um prego no pé?
É algo que dói, incomoda e até nos tira a paz. Agora pense comigo o que Cristo estava passando, sentindo, pois além dos açoites, da coroa, dos cravos, o desprezo dos homens que ao Seus Pés lançavam sorte sobre sua túnica, ou zombavam dele, ou davam-lhe vinagre para aumentar sua angustia.
Mas em meio toda esta cena Cristo volta seu olhar para sua mãe, para Maria. Segundo a tradição José já havia morrido, os irmãos de Jesus ainda não haviam O reconhecido como Senhor e Salvador, ou seja, estaria desamparada.
Jesus olha e seu coração sofrendo pelo pecado da humanidade, se enche de terno amor e ante-vê o sofrimento que sua mãe sentiria e estende suas mãos de cuidado sobre ela.
Este cuidado não nos é novidade você já prestou atenção no que está escrito em Isaías 41.8-10 “8  Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”
Você já experimentou trocar o nome Israel e Jacó pelo seu e o de Abrão por Cristo? Tente e me diga o que você sente.
Você pode sentir dos braços de amor e cuidado sobre sua vida te prometendo proteção, fortaleza, ajuda e sustento. Creio que foi este sentimento que Cristo teve ao ver Maria aos Pés da Cruz.
E não poderia ser diferente, pois há uma promessa feita pelo Nazareno Ressurreto de guardar-nos na hora da provação que nos pareça insuportável (3.10), Jesus sabia que para o coração de Maria seria algo terrível este momento.
E isto ainda ocorre conosco, nos momento que estamos sentindo-nos totalmente acabados Ele nos vê provendo o cuidado necessário para tal situação.
E este é o grande sentido do Salmo mais famoso de todo Hinário de Israel.
Você sabe qual é este Salmo, né? Tenho certeza que você já o usou uma ou mais vezes em sua vida ou nas suas dificuldade, ou angustias.
Este Salmo é o Salmo 23.
Depois de ler João 19.25-27, eu li o Salmo 23, e notei que não é Deus que fala com o Salmista, mas é o Salmista falando de Deus e para Deus. Ou seja é alguém que conhece Àquele que cuida de sua vida.
O amado Salmista de Israel fala-nos de algo que ele vive e conhece particularmente, ele sente o cuidado, o guiar, o proteger, mesmo quando ele está passando por momento que parecem ser de morte, pois ele tem a certeza que a “bondade e misericórdia” o “seguirão todos os dias de sua vida”.
É esta confiança que precisamos ter, precisamos aceitar cuidado de Deus e saber que Ele está nos observando e com seus cuidados voltados para nós.
Cristo na Cruz viu o coração de Maria, Cristo no céu contempla o nosso coração.