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Junto a Cruz: Lugar de Libertação


Quando olhamos para a Cruz (hoje), vemos um símbolo de Vitória e Salvação, mas se voltarmos nos dias de Cristo não era assim. Quando se falava em Cruz, se falava de derrota e vergonha.
Agora imagine se poderíamos dizer que Cruz é Lugar de Libertação? Se Jesus está preso nela? Se coloque no lugar dos discípulos que estava olhando de longe ou no daqueles que estavam aos pés da Cruz?
Para nós é fácil, pois sabemos o final da história.
Mas pouco depois os discípulos puderam entender porque Jesus insistia em ir para a Cruz, pois aquele objeto de derrota e aprisionamento se tornaria uma maravilhosa visão de Vitória e Libertação.

1.      Libertos do Pecado; Cl 2.13-14 “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;”

2.      Libertos do Diabo; Gl 5. 1  “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.”

3.      Libertos da Morte; Mt 27.52-53 “abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram;  e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.”

4.      Libertos das Enfermidades; IPe 2. 24 “arregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”

5.      Libertos do mundo; Jo 17. 15-16  “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou”

É importante notarmos que tudo aquilo que nos prendiam e nos traziam fracasso, o Senhor Jesus nos Libertou pela Cruz, por Seu Sacrifício e isto para nós é maravilhoso.
Creio que podemos sentir quase a mesma coisa que o povo de Israel sentiu no momento que passaram o Mar Vermelho, viram tudo o que lhes trazia aflição no fundo do mar, “porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavalarianos, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar sobre eles as águas do mar; mas os filhos de Israel passaram a pé enxuto pelo meio do mar.” Ex 15.19.
Queridos, fomos libertos por Cristo, e esta liberdade nos garante entrada ao Céu e às benção que são garantidas em Cristo Jesus, não há necessidade de ficarmos de cabeça baixa chorando temos de entender que somos libertos em Cristo.
Sinta esta liberdade, viva esta liberdade, pois “Se, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” João 8.36

Junto a Cruz: Lugar dos Discípulos



Mc 14. 50-52 “Então, deixando-o, todos fugiram. Seguia-o um jovem, coberto unicamente com um lençol, e lançaram-lhe a mão. Mas ele, largando o lençol, fugiu desnudo.”
Você pode entender o peso desta sentença que está no Evangelho de Marcos?
Marcos está dizendo que a totalidade dos discípulos que estavam juntamente com Jesus o abandonaram, ou como ele mesmo diz, fugiram, abandonaram, o deixaram.
É como se estivéssemos com nossos amigos em uma determinada situação e algo acontece-se e a policia chegasse para dar uma batida e todos os teus companheiros te abandonassem.
Àqueles as quais ele por três anos esteve junto, hoje na hora do aperto e da dificuldade o abandonaram.
Todos fugiram, destes um se matou (Judas o traidor).
Durante o julgamento alguns o acompanharam de longe entre eles Pedro, mas apenas um foi até a Cruz.
O ato de estar junto a uma cruz era algo muito perigoso, pois este poderia ser preso como comparsa do criminoso.
Estar junto a cruz, era algo que poria em risco a própria vida, liberdade e até a família.
Mas a Bíblia diz que um de seus discípulos estava lá, àquele que era chamado de O Seu amado.
João tinha uma ligação muito forte com Jesus, não quero falar de fonte que tratam Jesus como primo de João por parte de seu pai, mas quero falar de uma ligação maior, o amor ao Salvador.
Veja que João foi o único que esteve com Cristo em todos os momentos de sua vida e isto trouxe a ele experiências que nenhum outro teve.

  Ele ouviu o coração eterno. Você já prestou atenção quantas vezes João fala de Amor em seu Evangelho e em suas Epistolas, entre amor e amar são mais de 50 vezes.
Isto é reflexo de estar não só perto do coração do Filho de Deus, mas também de não se apartar da Cruz dEle;
2º Teve a afirmativa de Cristo que morreria farto de anos, veja lá João 21.22
3º Se olharmos para o Apocalipse teve Visões e Revelações que nenhum outro teve. Isto chamasse comunhão ou seja uma ligação tão forte que traz uma intimidade impar.

Não importa o que você tenha de passar saiba que o lugar dos Discípulos é ao Pé da Cruz, é de lá que sairá a confiança para superar as maiores dificuldades de sua vida.
Para meditar:
Provérbios 17:17  Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.
Isto João pode comprovar.

Junto a Cruz: Lugar de Cura


Você deve estar lendo agora e espero que com sua Bíblia aberta em João 19.25-27 e perguntando onde está o tema cura neste texto?
Note que primeiro o Senhor curou o coração de Maria.
Quando Ele dá um novo filho a Maria além do cuidado, Lhe é dado um novo filho, João.
Para nós humanos não há nada mais difícil que o sentimento de solidão, abandono, o Senhor faz com que o coração de Maria possa se encher de alegria novamente da do lhe conforto, curando sua dor.
Em Is 49.15-16 ( “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim.”) a promessa é exatamente essa, “- vocês nunca ficarão sozinhos, eu sempre vou estar perto de vocês”
Junto a Cruz também é lugar de cura de traumas, pois quando nos afastamos dela corremos o risco de perdermos o foco da vontade de Deus para nós.
Veja o que aconteceu com o irmão Pedro, momento que tirou o olhar de Cristo viu-se próximo a sua decadência, seu coração foi machucado por suas próprias palavras e atitudes. João 21.3  Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar.
Primeiro ele nega ao Senhor, depois ele foge e se esconde chorando, e por fim depois da ressurreição ainda por vergonha ou medo decide deixar tudo de lado e voltar a pescar.
Traumas são feridas em nossos corações, são chagas em nossa alma e espinho em nosso espírito.
Mas há um quadro muito interessante. É o quadro do médico de família, alguém que sai de seu consultório e vai a cãs de seus pacientes para tratar e curar a enfermidade usando mais do que medicamentos, dando carinho e atenção.
Quando Cristo se apresenta na praia, Pedro e os outros discípulos não o reconhecem, porque?
Veja uma pessoa doente, uma de suas primeiras deficiências é a concentração, Jesus não tinha mudado sua aparência, Pedro não estava com problema de visão, mas no coração.
Seu desanimo e abatimento, afetou sua visão e concentração. E não bastando isto, sua pecaria não foi a mais prospera, pois não tinham o que comer, não havia refeição para eles, não havia peixe no barco.
Que quadro de enfermidade terrível!!!! Traumas, falta de visão, desanimo, fracasso no seu trabalho.
Mas a Bíblia deixa claro que Jesus foi ao seu encontro (Jo 21.4), e após ajudá-lo com sua fome e com o fracasso de sua pescaria, chama Pedro para uma consulta particular.
E aplica seu medicamento, Seu poderoso amor, três doses que foram suficientes para não somente levantá-lo para ser o grande pregador do dia do Pentecostes.
E esta cura, este remédio o trouxe novamente aos Pés da Cruz e isto influenciou muito, mas muito mesmo a vida de Pedro, de tal forma que “a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles.” (Atos 5:15).
Isto não era magia ou misticismo, é que desde que Pedro voltou aos Pés da Cruz, por onde ele passava a Cruz estava com ele. Não era a sombra de Pedro que cura, mas a sombra da Cruz que era vista em Pedro.
Não importa qual seja a sua enfermidade, no corpo, na alma ou no espírito, chegue-se aos Pés da Cruz ela pode te curar.

Junto a Cruz: Lugar de Cuidado


            Jo 19.26-27 “Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa”
            Fp 4.19  “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.”

            Não sei se você é assim como eu, mas eu gosto muito de ver gravuras de Cristo na Cruz ( não que eu ame somente a Cruz, mas é que sem ela não haveria salvação) e assim a minha imaginação voa longe.
Já li tanto sobre o sofrimento, a dor e a angustia, que certos dias isto me perturba, pois isto é algo sobre humano.
Você já teve a experiência de enfiar um estrepe de madeira na mão ou um prego no pé?
É algo que dói, incomoda e até nos tira a paz. Agora pense comigo o que Cristo estava passando, sentindo, pois além dos açoites, da coroa, dos cravos, o desprezo dos homens que ao Seus Pés lançavam sorte sobre sua túnica, ou zombavam dele, ou davam-lhe vinagre para aumentar sua angustia.
Mas em meio toda esta cena Cristo volta seu olhar para sua mãe, para Maria. Segundo a tradição José já havia morrido, os irmãos de Jesus ainda não haviam O reconhecido como Senhor e Salvador, ou seja, estaria desamparada.
Jesus olha e seu coração sofrendo pelo pecado da humanidade, se enche de terno amor e ante-vê o sofrimento que sua mãe sentiria e estende suas mãos de cuidado sobre ela.
Este cuidado não nos é novidade você já prestou atenção no que está escrito em Isaías 41.8-10 “8  Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”
Você já experimentou trocar o nome Israel e Jacó pelo seu e o de Abrão por Cristo? Tente e me diga o que você sente.
Você pode sentir dos braços de amor e cuidado sobre sua vida te prometendo proteção, fortaleza, ajuda e sustento. Creio que foi este sentimento que Cristo teve ao ver Maria aos Pés da Cruz.
E não poderia ser diferente, pois há uma promessa feita pelo Nazareno Ressurreto de guardar-nos na hora da provação que nos pareça insuportável (3.10), Jesus sabia que para o coração de Maria seria algo terrível este momento.
E isto ainda ocorre conosco, nos momento que estamos sentindo-nos totalmente acabados Ele nos vê provendo o cuidado necessário para tal situação.
E este é o grande sentido do Salmo mais famoso de todo Hinário de Israel.
Você sabe qual é este Salmo, né? Tenho certeza que você já o usou uma ou mais vezes em sua vida ou nas suas dificuldade, ou angustias.
Este Salmo é o Salmo 23.
Depois de ler João 19.25-27, eu li o Salmo 23, e notei que não é Deus que fala com o Salmista, mas é o Salmista falando de Deus e para Deus. Ou seja é alguém que conhece Àquele que cuida de sua vida.
O amado Salmista de Israel fala-nos de algo que ele vive e conhece particularmente, ele sente o cuidado, o guiar, o proteger, mesmo quando ele está passando por momento que parecem ser de morte, pois ele tem a certeza que a “bondade e misericórdia” o “seguirão todos os dias de sua vida”.
É esta confiança que precisamos ter, precisamos aceitar cuidado de Deus e saber que Ele está nos observando e com seus cuidados voltados para nós.
Cristo na Cruz viu o coração de Maria, Cristo no céu contempla o nosso coração.

Junto a Cruz: Lugar de Salvação



Você já conseguiu olhar para a Cruz e ver quantas contraposições?
Lc 23.33 “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda.”
1º Um Ladrão Blasfemo contra Um Ladrão de Visão;
2º Um Ladrão Arrependido contra Um Homem Santo;
3º Um Homem Santo contra um Ladrão Blasfemo;
4º Pecado contra Santidade;
5º Perdão contra Injuria;
6º Arrependimento contra Rancor
A visão de quem já não podia ver mais nada
Lc 23.42-43  “E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”
            Esta declaração de Fé deste malfeitor me arrepia.
Preste bem a atenção no que ele está dizendo: “Jesus eu creio que mesmo estando nesta Cruz Senhor é Rei Eterno, eu creio que o Senhor vira com o Teu Reino e eu gostaria que o Senhor me perdoasse e me levasse a este Reino.”
Não sei quanto a vocês mas se eu estivesse diante de Jesus talvez eu gostaria de dizer estas palavras ao Senhor.
Até a alguns minutos ou horas atrás ele era somente um malfeitor, podemos fazer varias suposições sobre o seu nome (Dimas-Demas-Dumaco), sobre seu crime (estrupador, ladrão famoso, um dos chefes da turba de Barrábas), mas agora ele era um homem suspenso entre o céu e a terra.
Caso voltasse a terra seria a mesma pessoa, para o céu seria quase impossível ir sozinho, mas a seu lado estava o Cristo, o Messias, o Ungido, e ele viu isto.
No céu o Pai Eterno não podia ver o sofrimento de Seu Filho entre o céu e a terra e na terra os homens não podiam reconhecer a Glória do Pai entre a terra e o Céu.
Mas este Bom malfeitor (não sei se existe essa expressão ou se posso dizer assim) pode ver o qual até quase a totalidade de Seus discípulos não conseguiu ver, ele viu o Rei Eterno.
Ele viu o que João Batista viu, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ele viu além do Monte da Transfiguração, ele viu o que somente João Apostolo viu em Apocalipse 1.8-18.
Ele que estava destinado á morte e perdição eterna tornou se o primeiro há entrar no Paraíso.
Ele reconheceu o Cristo da Cruz e pode ver além da Cruz.
Talvez nós tenhamos de ver como este homem, olharmos além da Cruz, ver a promessa sendo cumprida, mesmo que não estejamos vendo a possibilidade de realização.
Muitos de nós cremos na Salvação, mas não cremos que estamos realmente salvos, olhamos para nossa cruz, ou o que nos levou e mesmo estando lado a lado com Cristo, não conseguimos sentir o prazer da Salvação.
Creio que quando Cristo lhes disse “estarás comigo” ele pode sentir o prazer de ser salvo e mesmo em seus últimos momentos de vida ele pode sentir o gozo da Salvação.
Pois Cristo nos fez algo que seria impossível para nós, diz-nos o Pastor Geziel Gomes, que Cristo com uma de suas mãos na Cruz fechou-nos as porta do inferno e com a outra abriu-nos a Porta do Céu.
Olhe e veja, Cristo está ao seu lado garantindo a Salvação para sua vida.

JUNTO A CRUZ DE JESUS - UMA VIDA TRANSFORMADA


Uma Vida Transformada
  
 Introdução
 João se destacou tanto entre os apóstolos, que passou a integrar o grupo mais intimo de Jesus. Ele ficou conhecido como o Apóstolo do amor. Mas será que ele foi sempre assim? É bom, antes de estudar três cartas escritas por ele, descobrir algo da sua vida e transformação através da sua vivência com Cristo.  

I – Sua Vida Familiar 
1.     João era filho de Zebedeu, provavelmente o mais novo e irmão de Tiago. Parece que sua mãe era Salomé, quando comparamos Mc 16.1 com Mt 27.56 – porque as terceira mulher que acompanhava as duas Maria ao túmulo é chamada Salomé por Marcos, e “a mulher se Zebedeu” por Mateus. Em Jo 19.25 quatro mulheres são mencionadas: as duas Marias, a mãe de Jesus e “a irmã dela”- Salome parece ser a irmã da mãe de Jesus. Por isso, foi natural que o Salvador entregasse Sua mãe aos cuidados de João, quando estava na cruz (Jo 19.25-27)
2.     Seu Lar
Parece que o lar de João era de “Classe média para cima”. Seu pai, um pescador, tinha empregados (Mc 1.20) e Salomé era uma das mulheres que “prestavam assistência com os seus bens” (Lc 8.3; Mc 15.40)

II – Seu Encontro com Jesus 
1.     Discípulo de João o batista
Antes de ser apóstolo de Jesus, João foi discípulo de João Batista. Portanto era um homem temente a Deus e alimentava forte expectativa da vinda do Messias. 
2.     “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1.35-40)
Um dia passava perto de João e André um homem que João Batista descreveu com “o Cordeiro de Deus”. E assim João (e André) encontrou o esperado Messias, o Cristo de Deus. Foi o seu primeiro encontro com Jesus. 
3.     Um dos doze apóstolos de Jesus
Algum tempo depois, quando Jesus estava caminhando junto ao mar da Galiléia, viu João, junto com o pai e seu irmão, no barco, consertando as redes e chamou os dois irmãos para segui-lo (Mc 1.19-20).

III – Sua Personalidade era Difícil 
É tão fácil esquecer que João, o discípulo do Amor, possuía um gênio difícil e tinha algumas arestas que precisavam ser aplanadas pelo Senhor. A história dele mostra o poder do Evangelho para mudar vidas. 
1.     Era Explosivo (Mc 3.17)
Ele fora chamado de Boanerges – “Filho do Trovão”, por causa do seu gênio explosivo, exaltado e indisciplinado, como galileus impetuosos, cujo zelo não era controlado e algumas vezes mal orientado. 
2.     Era Ambicioso (Mc 10.35-40)
Isso se vê no pedido que ele e seu irmão fizeram a Jesus (encorajado por sua mãe) para que lhes fosse permitido se assentarem em lugar de privilégio especial quando Jesus entrasse no Seu Reino (Mc 10.37). O que mostra uma falta de discernimento a respeito da verdadeira natureza da sabedoria de Cristo. 
3.     Era Intolerante (Mc 9.38-41)
Um dia, João viu um homem expelindo demônios em nome de Cristo e proibiu-o, porque o homem não era discípulo Dele. João foi repreendido pelo Mestre por causa da sua intolerância. 
4.     Era Vingativo (Lc 9.51-56)
Esse espírito de vingança é visto pela sua indignação depois que uma vila de samaritanos desprezou seu Mestre, recusando-se a deixá-lo entrar nela (Lc 9.54). Jesus lhe ensinou a natureza longânima da Sua Missão Salvadora. “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.29). Como João aprendeu preciosas lições do seu Mestre e a vida deste rude pescador foi transformada! A transformação na vida de João mostra que ninguém tem um caráter difícil que não possa ser mudado por Jesus. “Sei que tenho um gênio difícil, sou assim mesmo, é o meu jeito – não vou mudar!”. Você não vai mudar sua vida, mas Cristo pode!

IV – Sua Vivência com Jesus 
Durante três anos viveu na companhia de Jesus e em três ocasiões importantes, João é mencionado em companhia do seu irmão, Tiago, Pedro como do grupo dos mais íntimos: na ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37), na transfiguração (Mc 92.), e no jardim de Getsêmani (Mc 14.33). E foi João, junto com Pedro, que foi enviado por Jesus para fazer os preparativos para a refeição da Páscoa.

V – Seu Ministério Apostólico 
João nos deixou um evangelho, três cartas e o Apocalipse.

Conclusão 
João foi um homem de profundo conhecimento espiritual e dotado de disposições efetivas, que o levaram a ser o discípulo que Jesus amava (Jo 13.23; 19.26 e 20.2). Este amor tanto o caracterizou que, somente na sua primeira carta, ele emprega nada menos de 50 vezes a expressão amar.
Há uma tradição que João permaneceu em Éfeso até uma idade extremamente avançada, e Jerônimo relata que, quando João tinha de ser carregado para as reuniões cristãs, ele costumava repetir por muitas vezes, “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.
E esta é a mensagem, que João quer transmitir para nós, que Jesus pode transformar nossa vida assim como transformou a dele e que todas as vezes que ler suas cartas lembre-se: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.

JUNTO A CRUZ DE JESUS

E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.
Jo 19.25


Há muito tempo eu leio este texto e muito me maravilho por João estar aos pés da Cruz.
E vou ser sincero que não foram poucas as vezes que tentei esboçar, pregar ou ao menos contar este versículo, mas nunca foi possível, ....... até há alguns dias.
Meu Pastor no final do ano passado anunciou-nos que de 06 à 13 de fevereiro de 2011 teríamos uma semana de oração, e isto foi uma alegria para o meu coração e uma alegria para a minha alma.
Quando faltava uma quinzena para o inicio desta semana de oração, Deus me orientou neste texto, que eu sempre gostei e nunca consegui.
E não só isto, o Senhor da Palavra me deu oito temas para ser desenvolvidos nestes dias de oração junto com a Igreja, ( e eu acrescentei mais dois tópicos - o primeiro e o ultimo - depois do termino da Camapanha de oração)e com a Graça e Misericórdia de Cristo quero repartir com vocês o que o Senhor me deu.
Será uma série de estudos com 12 postagens.

Que  o Senhor possa lhes abençoar como me abençoou.